O Governo japonês aprovou esta sexta-feira, 6 de novembro, um pacote de emergência de cibersegurança. Surge depois de uma sucessão de intrusões e fugas de dados em empresas e organismos públicos do país. O plano junta ferramentas de inteligência artificial (IA), equipas mistas públicas e privadas para ajudar as vítimas e mais meios para a chamada “ciberdefesa ativa”. A primeira-ministra, Sanae Takaichi, disse aos ministros que, numa altura em que a IA também serve os atacantes, é essencial responder depressa.
Resposta rápida: O Japão aprovou um pacote de emergência de cibersegurança, com cerca de 10 mil milhões de ienes (perto de 63 milhões de dólares) de financiamento inicial. Inclui uma equipa de “salvamento” para empresas atacadas, especialistas que testam sistemas com IA e o estudo do bloqueio de sites onde são publicados dados roubados. O próprio Governo reconhece que, em muitas das fugas recentes, faltavam medidas básicas. Para as organizações portuguesas, a lição é simples: rever a higiene básica de segurança e ter um plano de resposta a incidentes pronto a usar.
Um pacote preparado em menos de duas semanas
Tudo foi feito depressa. Segundo a agência Jiji Press, Takaichi ordenou a preparação do pacote a 26 de outubro, e este foi aprovado numa reunião dos ministros envolvidos na sexta-feira. A Associated Press conta que o plano avança depois de dezenas de empresas e organismos públicos terem sofrido acessos não autorizados aos seus sistemas e fugas de dados de clientes, o que gerou inquietação no país.
O financiamento inicial sai das reservas orçamentais. No resumo das declarações da primeira-ministra, publicado pelo gabinete do primeiro-ministro japonês, Takaichi diz que cerca de 100 mil milhões…

