O coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança afirma que os dados preliminares do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) provam que Portugal “é um dos países mais seguros do mundo”. Ainda assim, Lino Santos sublinha que isto não basta: é preciso “criar as condições para que as pessoas também se sintam seguras”.
O primeiro-ministro, que presidiu esta terça-feira à reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, que aprovou o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) relativo a 2025, afirmou que existem razões para apresentar Portugal como um “país seguro”, ainda que reconheça “sinais de preocupação” em algumas tendências criminosas.
Numa reação a estas afirmações, Lino Santos começa por explicar na TSF que o RASI existe para que existam “factos que demonstram qual é o estado de cibersegurança real” do país. “E esses números demonstram que somos um dos países mais seguros do mundo“, sublinha.
No entanto, o coordenador do Centro Nacional de Cibersegurança ressalva que Luís Montenegro, no seu discurso, também mencionou a “perceção de segurança”. E é precisamente sobre esta questão que Lino Santos versa a sua atenção, considerando que é essencial “criar condições para que as pessoas também se sintam seguras”, um objetivo que só o exercício e a ação das diferentes autoridades permitem alcançar.
“Não basta estar num país que é seguro. Elas [as pessoas] têm também de se sentir seguras, e isso depende da nossa ação e da eficácia da nossa ação”, alerta.
Como prioridades para atingir a tal “perceção de segurança”, Lino Santos refere desde logo a urgência de melhorar as “capacidades das organizações se defenderem”, reduzindo, assim, a “superfície de ataque e oportunidade do agente de ameaça”. A par disto, com o número elevado de burlas informáticas e esquemas relacionados com phishing e smishing, é preciso aumentar a literacia digital dos portugueses, assim como encontrar técnicas para reduzir o spoofing de números de telefone ou de códigos alfanuméricos de mensagens SMS. Em causa, acrescenta, está a “integridade” das comunicações eletrónicas.
As medidas mencionadas, que passam igualmente por “melhorar e aceitar a colaboração entre autoridades”, irão permitir “diminuir o sucesso das iniciativas dos agentes de ameaça”. Mas este, conclui, é um esforço que tem de ser “conjunto”.