Da IA à cibersegurança e programação: quais são as áreas mais procuradas por quem aposta na formação digital?


Áreas como IA, cibersegurança, programação ou análise e ciência de dados lideram a procura por formações apoiadas pelo Cheque Formação+Digital. A iniciativa está a atrair perfis variados, de profissionais em reskilling ou upskilling a candidatos em mudança de carreira.

O programa do Cheque Formação+Digital abrange várias áreas do mundo tecnológico. Com a procura crescente de cursos com apoio de até 750 euros à formação, quais são as áreas que lideram o interesse e qual é o perfil dos candidatos?

Ao TEK Notícias, Luís Ribeiro, responsável pela Equipa do Projeto Emprego+Digital do IEFP, detalha que a maior procura surge pelas formações em “IA, Análise e Ciência de Dados, Marketing Digital, Programação, Cibersegurança, Design Gráfico, Construção de Plataformas de Ecommerce e MarketPlaces e Ferramentas Digitais para desenvolvimento de Projetos”

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O interesse por formação em IA é também destacado por Carla Almeida, Head of Business Unit da Rumos, ao TEK Notícias, assim como em cibersegurança, programação e análise de Dados, “existindo também uma procura relevante por formações em ferramentas de produtividade do Office”. 

No que toca à evolução da procura, a responsável detalha que o interesse em particular em IA e cibersegurança acompanha “a crescente importância destes domínios no mercado de trabalho e nas estratégias de transformação das organizações”

“Numa fase inicial, a procura centrou-se sobretudo em competências mais generalistas e cursos de fundamentos”, explica a responsável. “Progressivamente, temos vindo a observar um maior interesse por especializações técnicas e por formações que incluem certificações reconhecidas pelo mercado”. 

Do lado da Code for All. “a área com mais procura é, sem dúvida, a de IA”, realça João Magalhães, CEO do Code for All Group. “Fora da IA, vemos muita procura na formação em Análise de Dados, Introdução à Programação e Cibersegurança”. 

Perfis variados no mundo profissional

Como detalha João Magalhães, a Code for All vê “perfis muito heterogéneos, quer em idade, quer nos setores de onde vêm”, o que atribui também à oferta difersificada da escola. “Temos formandos de várias idades, dos 18 aos 65 anos, sendo que a grande maioria está na casa dos 30-40 anos”, explica.

“Vemos ainda perfis de várias funções e setores”, indica o responsável. “No caso da formação em IA, os profissionais que mais procuram atualizar-se são advogados, programadores, administrativos, contabilistas e especialistas de marketing, que querem mesmo formação em IA aplicada à sua profissão”.

De modo semelhante, Carla Almeira afirma que, para a Rumos, os “perfis que mais têm crescido com esta medida são, sobretudo, os profissionais ativos no setor das tecnologias de informação que aproveitam o cheque para realizar ações de reciclagem, atualização e upskilling em áreas tecnológicas com impacto direto no seu desempenho profissional”.

“Paralelamente, temos também observado um aumento de perfis mais juniores, em início de carreira ou em fase de transição incluindo profissionais provenientes de setores não tecnológicos, que recorrem a este apoio para reforçar competências e aumentar a sua empregabilidade”, destaca.

Os dados partilhados Luís Ribeiro permitem também compreender que há uma maior procura na Região de Lisboa e Vale do Tejo, com 10.819 candidaturas (45,19%). Segue-se a Região Norte, com 8.530 candidaturas (35,64%). Nas restantes zonas, a Região Centro tem 3.312 (13,84%), o Alentejo com 555 (2,32%) e o Algarve com 717 (3%), indica o responsável.

Do total de candidatos, 46,68% são licenciados, 31,07% têm mestrado, 19,43% têm o ensino secundário, 1,76% têm doutoramento e 1,07% completaram o ensino até ao 9.º ano de escolaridade. 

A distribuição das candidaturas revela ainda uma forte concentração na faixa etária entre os 30 e os 54 anos (68,54%), seguindo-se a dos 18 aos 29 (26,51%). Em termos de género, observa-se uma ligeira predominância feminina, com 55,93% das candidaturas submetidas por mulheres, face a 44,07% apresentadas por homens.

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