O prazo para usufruir do Cheque-Formação + Digital termina a 30 de junho de 2026. Por isso, se ainda não se candidatou, este pode ser o momento certo para investir na sua formação digital sem tirar dinheiro do bolso – ou tirar menos.
Vivemos num mercado de trabalho em acelerada transformação. A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser um tema de ficção científica para se tornar numa ferramenta do dia a dia em cada vez mais profissões, e quem não acompanhar esta mudança corre o risco de ficar para trás.
Para que todos possam estar a par, o Estado português criou um mecanismo concreto para ajudar os trabalhadores a preencher essa lacuna: o Cheque-Formação + Digital.
Conforme já vimos anteriormente, trata-se de um apoio financeiro de até 750 euros por ano, destinado a quem queira realizar formações na área digital.
Integrado no Programa Emprego + Digital 2025 e financiado pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), esta iniciativa permite a qualquer trabalhador aceder a um reembolso para ações de formação em competências digitais.
Ainda vai a tempo de usufruir
A medida, que entrou em vigor em 2023 e foi, entretanto, alargada, conta com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) como entidade responsável.
Num modelo de reembolso, o formando paga a formação antecipadamente e, depois de a concluir com aproveitamento, solicita o encerramento da candidatura no portal iefponline, recebendo o valor na conta bancária.
- O apoio máximo é de 750 euros por candidato, por ano, podendo ser utilizado numa única formação ou repartido por várias, desde que a soma não ultrapasse esse teto. Passados 12 meses, é possível candidatar-se novamente.
- São elegíveis as despesas com inscrição, frequência e certificação, desde que devidamente comprovadas.
- Quanto à candidatura em si, é feita online, através do portal iefponline, e o regime de candidatura é aberto.
- As aprovações, por sua vez, estão sujeitas à dotação orçamental disponível, pelo que convém não esperar até à última hora.
Quem pode candidatar-se?
Todos os trabalhadores, independentemente do vínculo laboral - dependentes, independentes, empresários em nome individual ou sócios de sociedades unipessoais -, podem apresentar candidatura. A condição essencial é ter um vínculo ativo ao mercado de trabalho.
Além dos trabalhadores da Função Pública, estão abrangidos estrangeiros com residência legal em Portugal Continental.
Para que tipo de formações pode ser usado?
É aqui que a coisa fica especialmente interessante. O leque de formações elegíveis é vasto e inclui as áreas tecnológicas mais atuais.
Entre as áreas abrangidas encontram-se a IA, cibersegurança, ciência de dados e inovação digital.
Concretamente, há cursos disponíveis a cobrir temas como IA Generativa, Engenharia de Prompts, Marketing Digital, UX/UI, programação e muito mais.
Tendo em conta que, hoje, saber utilizar ferramentas digitais e compreender como funciona a IA pode fazer uma grande diferença na evolução profissional, este apoio ajuda a eliminar a barreira financeira que muitas vezes impede as pessoas de dar esse passo.
Assim, se é trabalhador em Portugal e ainda não usufruiu deste apoio, saiba que ainda vai a tempo.

