Tem uma boa ideia? Aqui há dinheiro para o seu negócio – Dinheiro Vivo

Se em ano de pandemia e confinamento poucas foram as empresas que conseguiram manter portas abertas e ver o trabalho a multiplicar-se, a criatividade não sofreu os efeitos da covid. E se os apoios do Estado não chegam a todos – e muito menos estão acessíveis a quem está a pensar lançar-se ou acabou de materializar um projeto inovador -, há outras vias para conseguir levantar financiamento para garantir que a sua ideia vê a luz do dia ou ganha fôlego para sair do chão.

É o que comprovam iniciativas recentemente reveladas pelas mais diversas empresas e instituições, que disponibilizam fundos para apoiar fazedores e os seus negócios. Só no último mês, foram revelados perto de 50 milhões de euros à disposição de quem queira fazer crescer a sua ideia inovadora.

1. Portugal Ventures e Casa da Moeda criam fundo para startups

A sociedade de capital de risco pública Portugal Ventures e a Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM) criaram um fundo para investir em startups. A Call for Enterprise Deep Tech pretende investir em soluções tecnológicas para o mercado empresarial. As duas entidades poderão investir entre 250 mil e um milhão de euros por projeto. Este fundo é liderado pela INCM, que está a apostar em novos conceitos e soluções que desmaterializem processos de identificação e de autenticação dos cidadãos.

Procuram-se projetos que apostem em áreas como a identidade digital, segurança, desenvolvimento de software, dados, infraestruturas e DevOps. As startups devem estar registadas nas regiões do Norte, Centro e Alentejo e apresentarem protótipos com avaliação do mercado e primeiros clientes angariados. (saiba mais aqui)

2. EDP tem 10 milhões para investir em Portugal

A elétrica portuguesa, através da unidade de capital de risco EDP Ventures, prolongou a existência do fundo Cleantech FCR e está disponível para colocar entre 500 mil e dois milhões de euros em rondas de financiamento das fases seed (semente) e série A, assumindo sempre uma posição minoritária, segundo o comunicado divulgado esta segunda-feira. Este montante está disponível para startups “com potencial de acrescentar valor e revolucionar áreas como as energias limpas, redes inteligentes, eficiência energética, mobilidade elétrica, soluções de armazenamento de energia, cibersegurança, inteligência artificial, Internet of Things, manutenção preditiva, realidade aumentada e realidade virtual, big data e advanced analytics” .

Além da EDP, o fundo Cleantech PCR também conta como participante com o fundo Capital & Quase Capital, gerido pelo Banco Português de Fomento. (saiba mais aqui)

3. Portuguesa Shilling lança novo fundo

Dez anos depois da fundação, a Shilling lança novo fundo para investir entre 100 mil e 1 milhão de euros em startups tecnológicas que querem chegar ao mercado. Há mais 30 milhões de euros para investir em startups​​​​ em Portugal. A Shilling anunciou esta quinta-feira o novo fundo Shilling Founders Fund, que vai apostar em startups tecnológicas em early stage, ou seja, que querem chegar ao mercado. De fundadores para fazedores, este fundo poderá investir entre 100 mil e 1 milhão de euros em cada negócio.

Este fundo conta com capitais totalmente privados: os 10 sócios da sociedade colocaram dois milhões de euros; o restante montante tem origem em investidores domésticos e internacionais. O Shilling Founders Fund tem algumas particularidades no mercado português, como a partilha de lucros com todos os fundadores do portefólio e a ligação a investidores de referência internacionais, como a Atomico. (saiba mais aqui)

4. Portuguesa Indico e Google têm 1 milhão para acelerar startups

A sociedade de capital de risco portuguesa vai escolher até 10 startups para programa de aceleração promovido em conjunto com a Google. Cada equipa selecionada vai receber investimento de 100 mil euros. É a segunda edição do programa de aceleração da portuguesa Indico com a entidade da Google para as startups que está em marcha. E no total existe até 1 milhão de euros disponíveis para investimento em ronda pre-seed (estágio de pré-comercialização). “Encorajar as startups que estejam prontas para se lançarem no mercado a candidatarem-se ao investimento” é o objetivo assinalado por Cristina Fonseca, sócia da sociedade de capital de risco portuguesa Indico.

O programa de aceleração Indico Pre-Seed decorre durante 12 meses e inclui “aconselhamento intensivo, apresentações de fundadores e investidores internacionais de grande sucesso, apresentações de parceiros do ecossistema, apoio na captação de fundos e de talento e muito mais, tanto da Google como da Indico”. (saiba mais aqui)

5. Mais 43 startups na Portugal Ventures

A sociedade pública de capital de risco reforçou o portefólio em áreas como economia circular, sustentabilidade, eficiência energética e turismo. No final de 2020, a sociedade pública de capital de risco contava com um total de 138 startups: 43 na área de digital, 49 em engenharia & indústria, 20 com soluções na área das ciências da vida e 26 na área do turismo. (saiba mais aqui)

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