INE afasta tecnológica dos EUA após polémica sobre segurança de dados nos Censos – Jornal de Negócios

O Instituto Nacional de Estatística (INE) decidiu suspender o contrato com a tecnológica norte-americana Cloudflare após terem sido suscitadas dúvidas sobre a empresa, informou esta terça-feira, em comuncado, o Conselho Diretivo do INE.

Em causa está uma publicação nas redes sociais que acusava a Cloudflare, que prestava serviços de “desempenho e segurança” ao site do INE dedicado à recolha do Censos 2021. Nessa publicação, a empresa era acusada de se apropriar indevidamente dos dados pessoais e era referido que tinha um “longo historial” de casos semelhantes.

O INE sublinha que “teve a oportunidade de esclarecer a Comunicação Social, tendo sido recentemente publicadas peças que, de forma isenta, fazem a demonstração da segurança da abordagem do INE à recolha de dados via site dos Censos 2021”. O instituto assinala ainda que “as opções tecnológicas de segurança da informação na recolha de dados no site dos Censos 2021 foram auditadas pelo Gabinete Nacional de Segurança (GMS)/Centro Nacional de Cibersegurança (CNCS)”.

No comunicado, o INE reitera que “a sua abordagem respeita os requisitos de segurança e constitui a melhor opção para o sucesso da operação em tempo útil, desempenho dos serviços e face às ameaças globais expectáveis”. “A plataforma de recolha dos Censos 2021 é segura, assim como as restantes opções tecnológicas do mesmo âmbito em toda atividade do INE”, frisa.

No entanto, a Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD) contactou o INE na segunda-feira, 26 de abril, e “suscitou dúvidas relativamente ao enquadramento jurídico da subscrição de serviços de desempenho e segurança no âmbito da operação censitária com a empresa Cloudflare”. No seguimento deste contacto, revela o instituto, “decidiu o INE suspender totalmente a subscrição
destes serviços para que não subsistam quaisquer dúvidas no âmbito da segurança da informação”.

O INE assegura que a segurança do site do Censos 2021 não será afetada, “continuando a ser assegurada a total proteção dos dados pessoais”.

Também “a forma de resposta pela população não será igualmente afetada, mas poderá ocorrer uma diminuição da
rapidez de acesso ao site de recolha dos Censos”.

“O INE reafirma que esta opção de recolha – ou seja, a resposta pela internet – é a mais adequada, em particular face ao
momento que estamos a viver de saúde pública”, conclui.

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