Covid levou 65% das empresas a apostar em projetos tecnológicos – Dinheiro Vivo

O impacto da pandemia conduziu 65% das empresas portuguesas a acelerarem ou a começarem a implementar projetos tecnológicos. O ‘empurrão’ da covid neste processo de transformação digital é assinalável, tendo em conta que no período pré-pandémico esta matéria era vista como prioritária para 57% das empresas. preocupada

Esta é uma das conclusões do estudo internacional que a consultora Michael Page realizou com o apoio de 1200 diretores gerais, responsáveis de recursos humanos e diretores de departamentos de tecnologia na Áustria, Espanha, Polónia, Portugal, Suíça e Turquia.

A aposta em tecnologias de informação (IT) é transversal às três principais áreas de investimento consideradas pelas empresas nacionais. A automação dos processos é referida por 40% dos inquiridos, ferramentas de automação e big data por 38% e a digitalização da relação com o cliente apontada por 34%.

O desenvolvimento de software e a cibersegurança são ainda apontados como áreas estratégicas, referidos por 32% e 27% das empresas, respetivamente.

O estudo revela que em Portugal o confinamento trouxe novos desafios às empresas, nomeadamente dificuldade no desenvolvimento de novas oportunidades de negócio (para 51% dos inquiridos), redução da atividade (49%) e constrangimentos na gestão eficaz das relações com clientes (26%).

A transição para o trabalho remoto foi também um dos desafios sentido por 24% das médias empresas portuguesas, apesar desta solução ter sido adotada por 45% do universo que participou no inquérito. As empresas destacaram ainda como desafiante o investimento em soluções tecnológicas (40%) e a diversificação do negócio (32%).

Médias empresas mais determinadas

Considerando os seis mercados onde foi realizado o estudo, a Michael Page concluiu que 58% das empresas incorporaram ou aceleraram projetos tecnológicos como resultado do impacto da covid.

Apesar de os inquiridos concordarem que a implementação do modelo de trabalho remoto foi a principal estratégia, foram as médias empresas que mais investiram em tecnologia ou no desenvolvimento tecnológico (51%), seguidas pelas grandes empresas (45%) e as pequenas empresas (36%).

No caso das pequenas empresas, uma das medidas implementadas foi a diversificação do negócio (38%), sendo adotada em menor percentagem pelas médias empresas (33%) e não tendo sido considerada pelas grandes organizações. O estudo revela ainda que 38% das instituições investiram na formação digital dos seus colaboradores.

Quanto ao futuro, a transformação digital é a prioridade de investimento para a maioria dos inquiridos, com foco no desenvolvimento de software (41%), digitalização do relacionamento com o cliente (39%) e CRM/ERP (38 %).

A cibersegurança é outro aspeto importante para as empresas, sejam grandes (37%), médias (31%) ou pequenas (21%).

O estudo revela ainda que a maioria das empresas não possui algumas das posições mais estratégicas de Tecnologia e Inovação, concretamente, 38% dos participantes reconhecem a ausência de um IT Director, 55% de Data Analysts e 56% de IT Business Analysts.

“O setor de TI e digital está a definir um ponto de inflexão nas estratégias de negócio das empresas de qualquer dimensão”, refere Álvaro Fernández, diretor-geral da Michael Page. Para este responsável, “o investimento na transformação digital e no talento será vital para as organizações, pois irá definir, em grande parte, a capacidade de se adaptarem às necessidades do mercado e, portanto, contribuir para o seu sucesso”.

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