Axis fornece sistemas de protecção e segurança do World of Wine em Gaia – Security Magazine

A zona histórica de Vila Nova de Gaia viu nascer o World of Wine (WOW), inaugurado a 31 de Julho de 2020. Com uma área de construção de 55.000m2, o WOW tem uma área útil de 35.000m2 e alberga  seis museus, cinco restaurantes, três cafés, um bar de vinho, uma escola de vinho, uma galeria e várias praças.  Todas as valências estão integradas num projecto que combina a recuperação das caves e edifícios históricos, em torno de uma nova praça pública com vários restaurantes. A segurança foi um dos aspectos tidos em conta neste projecto, classificado como PIN, sendo a Axis Communications um dos parceiros envolvidos. Duarte Almas, facilities manager do WOW, e Ricardo Pereira, Portugal sales manager da Axis Communications, descrevem à Security Magazine as diferentes fases do projecto, os desafios e os próximos passos desta parceria.

O WOW é um projecto classificado como de Potencial Interesse Nacional (PIN). Como explica Duarte Almas, facilities manager do WOW, à Security Magazine este projecto “tem como missão reforçar a oferta cultural e museológica da cidade, bem como enaltecer o potencial da região em áreas estratégicas como o vinho, indústria e património”. O WOW já criou  254 postos de trabalho e tem potencial para empregar directamente 350 pessoas, “número que espera atingir quando o fluxo turístico da região regresse à normalidade, num contexto pós-pandemia”, explica. O projecto com a fase 1 em Janeiro de 2018 e ficará finalizado em Julho deste ano.

Sendo um edifício “preparado para multidões”, Duarte Almas explica que “a componente segurança é extremamente importante, pois pretende-se que quem nos visita se sinta confortável e disfrute ao máximo da experiência”. Neste sentido, os sistemas passivos e activos de segurança “são extremamente importantes, pois permitem proteger as pessoas, mas também o negócio”. Dentro desta visão, o WOW conta com o sistema para CFTV, intrusão, heatmapping e contagem de pessoas.

A Axis juntou-se ao projecto como fornecedora de sistemas de segurança e protecção.  Para Ricardo Pereira, Portugal sales manager da Axis Communications, o projecto WOW mais que pela sua dimensão, “tem um grande valor para a Axis pelo projecto em si e pelo que representa o WOW, tanto a nível nacional como internacional”. Foi, portanto, “com grande satisfação que recebemos a notícia da escolha da solução AXIS para a protecção e segurança de um espaço tão icónico e polivalente”.

A nível tecnológico, a equipa Axis, acompanhou o seu parceiro no suporte à especificação do projecto, “tentando adequar o vasto portfólio à real necessidade do cliente em cada uma das situações”, aponta Ricardo Pereira.

Projecto à medida

As ferramentas de desenho utilizadas, nomeadamente o  Axis Site Designer,  “foram também diferenciadoras na ajuda da definição do projecto”. Desta forma, foi também possível “calcular corretamente que todos os locais tinham a devida cobertura com os requisitos definidos pelo cliente a nível de detecção e reconhecimento”, aponta o responsável da Axis.

Pretendia-se que a solução permitisse flexibilidade e escalabilidade e, ao mesmo tempo, que “fosse fácil e simples de operar, dando aos operadores do sistema a capacidade de executar o seu trabalho e detetar, de forma precoce, qualquer tipo de incidente”.

A solução instalada está baseada no software de gestão Axis Camera Station que gere cerca de 400 equipamentos entre câmaras, sensores de contagem e vídeo porteiros.  Como o projecto WOW contemplava várias fases de execução, a escalabilidade da plataforma era fundamental”, refere Ricardo Pereira.

Especificidades técnicas

Durante o projecto, os maiores desafios centraram-se no próprio edifício e no seu desenho. “Falamos de um espaço que possui três locais distintos – a que designamos por fases 1, 2A, 2B e 3* -,   embora ligados entre si – virtualmente falando -, e de uma área de cera de 40.000m2 de implantação”, sublinha Duarte Almas.

Também Ricardo Pereira considera que a nível de cenários, o projecto “é bastante complexo”, uma vez que “combina áreas de retalho, museu, espaços ao ar livre, de acesso restrito e aberto ao público, dando aos seus clientes uma verdadeira experiência que tem de estar segura e protegida permanentemente”.

Como tal, diz, foram instalados “câmaras panorâmicas para áreas de grande amplitude, câmaras de alta definição para captação de detalhes forenses em determinados locais, câmaras com grande capacidade de zoom óptico para suporte à operação e câmaras modulares para maior flexibilidade e optimização do projecto”.

Com capacidade para processar analítica de vídeo no próprio equipamento, “foram previstas algumas funcionalidades, desde a contagem de pessoas à utilização de analíticas para controlo de espaços durante o período noturno, bem como suporte de vídeo para soluções de heatmap”, diz Ricardo Pereira.

Uniformização da solução

Com  espaços bastante distintos, a maior dificuldade sentida durante o projecto, segundo Ricardo Pereira, “passou pela uniformização da solução, visto que cada local tinha as suas necessidades especificas”. Além disso, “a necessidade de dotar os espaços de exposição de flexibilidade levou ao uso de soluções modulares que habitualmente são aplicadas noutro tipo de solução”.  Assim, foi necessário “recorrer à abrangência do portfólio para encontrar a solução adequada a cada local”.

Recorde-se que o espaço conta com amplas áreas abertas ao público e locais acessíveis por ingresso, por isso também foi necessário “utilizar um software de gestão que permitisse gravar e gerir vídeo” mas também “permitisse o cumprimento do GDPR e facilitasse os processos de anonimização de terceiros no âmbito da exportação de vídeo”.

O responsável da Axis acredita que “a facilidade de uso, as potencialidades de operação e aproveitamento máximo das câmaras a instalar” foram “pontos chave na escolha da solução”, sendo que  o sistema Axis Camera Station foi escolhido “para garantir integração completa com um ponto único de contacto, mas sem abdicar da qualidade e requisitos da solução”.

Pelo meio e como um dos desafios mais complicados: “uma pandemia que impossibilitou algumas acções e que tudo fosse realizado como se pretendia e se planeava desde o inicio, mas vemos esta parte como um adiamento e não como um cancelamento”, refere.

Um projecto singular

Este projecto tem aspectos muito particulares a nível da segurança, fruto da dimensão, das características e da sua tipologia e dinâmica. Porém, Ricardo Pereira destaca que “a parceria e a proximidade com que foram avaliadas as necessidades do projecto, permitiram encontrar uma solução harmoniosa entre equipamento de campo e as funcionalidades que o sistema de gestão de vídeo deveria apresentar”.

Globalmente foram implementadas câmaras multisensor para maior cobertura de vídeo, câmaras modulares para posicionamento especifico dos sensores e flexibilidade para futuras necessidades, câmaras 360º com capacidade de dewarp nativa e possibilidade de navegação em vídeo ao vivo e nas gravações, câmaras de canto para cobertura integral até do angulo zero, o uso de intercomunicadores e o sistema de contagem de pessoas a convergir numa única plataforma de gestão de fácil uso e manutenção.

Tudo isto torna “este projeto único, não só por algumas novidades tecnológicas inerentes ao software e o hardware utilizados, mas também pela variedade de soluções em uso no mesmo local e ao serviço do mesmo usuário”, destaca Ricardo Pereiro.

Futuro da parceria

Apesar de ser um projecto recente, ao que se juntou o estado de confinamento geral, Duarte Almas afirma que uma das maiores conquistas alcançadas com estas ferramentas de seguranaça, para já, “é a capacidade de aliar o sistema de intrusão que interliga com o sistema de CCTV, dando a informação com imagem no momento em que se regista a intrusão”.

Do ponto de vista tecnológico, Ricardo Pereira aponta que “a qualidade de imagem é um dos pontos mais importantes” neste projecto e a grande mais-valia. Como justifica, “o sistema de vídeo deve oferecer ao operador vídeo útil nas diversas condições de luz e nos mais diversos desafios que o sistema enfrenta, e suportá-lo nas decisões que toma”.

Além disso, “a flexibilidade das soluções modulares, complementadas pelas câmaras 360º” permitem-lhe, hoje e futuramente, “garantir este investimetno para futuras necessidades com aproveitamento do equipamento instalado”. O responsável sublinha ainda o facto de “a solução assentar em standards e protocolos abertos” que permitem que “as necessidades de hoje sejam satisfeitas”. No entanto, “de futuro, analíticas e/ou integrações serão facilmente aplicáveis neste cenário e com esta solução implementada”.

Por ultimo, “a informação da quantidade de pessoas nos diversos locais, contabilizada pelo sistema de contagem Axis, é sem duvida uma mais-valia para o cliente”.

Importa ainda destacar que “ todos os equipamentos podem ser geridos pela mesma plataforma de gestão e a nível de manutenção, sendo equipamentos Axis, é garantida, através da plataforma Axis Device Manager, a permanente visualização e confirmação das últimas versões de firmware, configurações e actualizações de cibersegurança, o que garante uma maior segurança de investimento ao WOW”.

Foco no futuro

Qunto à implementação de novos recursos de segurança num futuro próximo, o responsável da WOW avança com a a aposta em câmaras termográficas. “Dependendo da evolução da pandemia, diria que as câmaras termográficas serão as que se ajustarão ao projecto”.

Já em relação ao futuro desta parceria, Duarte Almas salienta que “dependerá do nível de capacidade de inovação da AXIS”, pois, diz, “um sistema de segurança é algo que está em constante mudança e necessita sempre de muitas actualizações”. Neste sentido, “se se conseguir estar sempre actualizados, diria que a AXIS será o parceiro certo para o WOW”.

Ricardo Pereira acredita que “a relação só poderá ser boa e com um largo futuro pela frente”. Como refere, “demos o primeiro passo com a obra inicial, estamos em curso para outras fases do projecto e certamente que mesmo no final haverá sempre espaço para ajustes e afinações com base na necessidade real dos espaços e a Axis vê estas relações com clientes como parcerias duradouras, e tudo aponta nesse sentido”.

A tecnologia evolui rapidamente e, como avnça, “a Axis aposta numa constante inovação”, sendo exemplo disso são “as novas soluções de DeepLearning suportadas directamente pela câmara, os radares de protecção perimetral e o AxisCamera Station Secure Entry (solução de controlo de acessos e vídeo unificados) que estão agora disponíveis e podem em qualquer momento ajudar a complementar a solução inicial”. Com estas premissas “é com um grande optimismo que vemos o futuro desta relação de colaboração com o WOW”.

WOW

Localização – vila nova de gaia

Inauguração – 31 de Julho de 2020

Área de construção – 55.000m2

Área útil – 34.000m2

6 museus (TheWineExperience, Planet Cork, Porto Region Across the Ages, Porto Fashion & Fabric Museum, The Chocolate Story e The Bridge Collection), 5 restaurantes, 3 cafés, 1 bar de vinho, 1 escola de vinho, 1 galeria e várias praças

*Fase 1 – início em Janeiro de 2018 e término em Julho de 2020. Fase 2A – Início em Agosto de 2019 e término em Dezembro de 2020. Fase 2B – Início em Novembro de 2020 e término em Julho de 2021. Fase 3 – início em Setembro de 2019 e término em Julho de 2020.

Se gosta desta notícia, subscreva gratuitamente a newsletter da Security Magazine.

pub

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *