Ransomware of Things: como funciona um dos piores ciberataques? – Techenet

Especialmente desde que fomos obrigados a adotar o teletrabalho e ficar confinados em casa a maioria do tempo, ficámos obrigados a depender mais ainda de todos os produtos que temos ligados à internet, abrindo as portas ao crescimento do Ransomware of Things.

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O alerta sobre este “novo” perigo chega por parte da Check Point, categorizando-o como uma evolução do software malicioso que, em vez de roubar a informação sensível, assume controlo de todos os dispositivos ligados a uma rede.

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Este é um perigo real e que tem crescido de forma exponencial durante todo o ano passado e, as tendências não são animadoras. De acordo com a Check Point, durante o último trimestre de 2020, o número de ciberataques aumentou 160%.

Jackware é a mais vulgar forma de ataques Ransomware of Things

Hoje em dia, a nossa ligação à internet não se limita apenas ao nosso smartphone e computador. Os dispositivos Internet of Things (IoT) fazem parte da vida de milhões de portugueses, que cada vez mais adotam as novas tecnologias.

Estes ataques Ransomware of Things têm como objetivo conseguir assumir controlo de todos estes dispositivos, deixando o utilizador numa situação muito vulnerável.

Ransomware of Things Check Point ciberataques

Através de um vírus apelidado de “jackware”, os hackers conseguem bloquear o acesso a todos os dispositivos ligados à internet. Tanto para utilizadores privados como empresas, os riscos e possíveis danos são evidentes.

Por isso, em muitas das situações, os hackers acabam por conseguir cumprir com sucesso a sua missão, retornando o controlo após receberem pagamentos de resgate avultados.

Lisboa, 5 de fevereiro de 2021 – A imensa conectividade em que vivemos, apesar de trazer muitas vantagens, comporta também alguns riscos. O alerta é dado pela Check Point® Software Technologies Ltd. (NASDAQ: CHKP), fornecedor líder especializado em soluções de cibersegurança a nível mundal, que adverte especialmente para o Ransomware of Things, uma evolução do software malicioso que, em vez de roubar a informação sensível de uma empresa em particular, toma controlo de todos os dispositivos conectados à internet, impedindo o utilizador de os utilizar até ao pagamento de um resgate. 

O ransomware é um inimigo bem conhecido, mas nem por isso deixa de operar. De acordo com a Check Point, este tipo de ciberataque cresceu 160% no terceiro trimestre do ano passado, o que significa que, em média, todas as semanas 8% das empresas sofrem um ataque. Compreende-se, assim, porque é que o Cyber Security Report 2020 indica o ransomware dirigido como uma das maiores ameaças identificadas.

“Embora a informação continue a ser o principal foco dos ciberatacantes enquanto meio para obter um resgate, é cada vez mais frequente que estes ataques se centrem em todo o tipo de dispositivos, não só computadores. Com isto, amplia-se a ameaça, já que o risco deixa de visar apenas empresas, podendo atingir toda a sociedade”, afirma Mario García, Diretor Geral da Check Point Espanha e Portugal.

Com funciona o RoT? O principal perigo é o Jackware

Os dispositivos Internet of Things têm entrado, pouco a pouco, na nossa realidade. Existe, contudo, um longo caminho a percorrer no sentido de fazer com que os avanços tecnológicos sejam acompanhados por medidas de cibersegurança adequadas. 

Ataques que têm como alvo dispositivos IoT desenrolam-se de forma semelhante às tradicionais ameaças, com a principal diferença de que o seu foco é o bloqueio de dispositivos e não de dados. É utilizado, por norma, um vírus a que se dá o nome de “jackware”, um software malicioso que trata de tomar controlo dos dispositivos conectados à internet cuja função não é a de processar dados. Significa isto que, por exemplo, num ambiente doméstico, um cibercriminoso poderia manipular todo o tipo de eletrodomésticos conectados, inclusive, em casos mais avançados, recursos essenciais como eletricidade, água ou o controlo domótico da residência. 

Os riscos aumentam quando são considerados, por exemplo, os avanços que a indústria rodoviária tem alcançado, nomeadamente no que respeita o número de carros conectados à internet a nível global. Estima-se que, em 2023, o mercado de sistemas avançados de assistência ao condutor (ADAS) cresça um valor de cerca de 32 mil milhões de euros. São cada vez mais as funcionalidades de um carro passíveis a ser controladas via aplicação móvel, como abrir e fechar o veículo ou ligar o motor. Neste caso, tomando controlo de um smartphone, um atacante poderia, por consequência, controlar o carro da vítima. 

As novas gerações de ciberameaças destacam-se por serem muito sofisticadas, mas também por utilizarem velhos recursos, como o ransomware, de forma inovadora para contornar as medidas de segurança tradicionais. O Ransomware of Things é um exemplo claro: os ciberatacantes, aproveitando-se do facto de a conetividade ser o motor do mundo, dirigem os seus ataques a dispositivos móveis pouco protegidos. A tecnologia está a avançar a passos largos, é fundamental adotar medidas de segurança centradas na prevenção contra riscos e ameaças antes que estes se concretizem. Não há segundas chances em cibersegurança. É muito importante que estejamos protegidos desde o primeiro momento com as soluções tecnológicas mais avançadas,” conclui Garcia.

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