Procon-SP dá 72 horas para empresas explicarem vazamento de dados – Metrópoles

O Procon-SP determinou o prazo de até 72 horas para que as empresas de telefonia Vivo, Tim, Claro, Oi e a companhia de cibersegurança Psafe se manifestem a respeito do vazamento de, supostamente, 100 milhões de telefones celulares e dados de clientes. O prazo entrou em vigor nesta quarta-feira (17/2).

O pedido do Instituto de Defesa do Consumidor prevê identificar a veracidade dos vazamentos de dados. Caso seja confirmado, as empresas de telefonia deverão informar o motivo do ocorrido, detalhar quais as medidas cabíveis para conter e reparar os danos provocados pelo incidente.

O objetivo é detalhar o caso e impedir que a situação se repita outras vezes.

“As teles também foram indagadas sobre suas bases de dados pessoais – finalidade e base legal para o tratamento de dados pessoais, política de descarte e armazenamento dos dados – e sobre quais medidas técnicas e organizacionais são adotadas para o cumprimento das determinações da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD)”, estabeleceu o Procon-SP em nota oficial.

Deep web

Já a PSafe deverá esclarecer de que maneira teve o primeiro contato com as informações referentes aos vazamentos de dados sensíveis de, pelo menos, 103 milhões de pessoas, por meio da Deep web. Além disso, a companhia de cibersegurança deverá informar o que a motivou a tornar esses dados públicos.

De acordo com nota publicada na Forbes, a PSafe já havia declarado que teve acesso às informações por meio de um hacker que estaria fora do país. O Procon pretende confirmar essa notícia.

“Esses vazamentos são gravíssimos e permitirão que sejam aplicados muitos golpes. O Procon-SP já está investigando e pede que as pessoas tomem máxima cautela, desconfiem de tudo e jamais passem dados pessoais ou entrem em sites que não conheçam”, declarou Fernando Capez, diretor executivo do Procon-SP.

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