Nokia investe 90 milhões em criação de centro de serviços globais em Portugal com 300 empregos até 2022 – Diário Digital

O secretário de Estado para a Transição Digital disse hoje que o investimento da Nokia no centro de serviços globais em Portugal é de 90 milhões de euros e vai criar 300 empregos até final de 2022.

A Nokia assinou hoje um memorando de entendimento com o Governo para a criação de um centro de serviços globais em Portugal, que será localizado na Amadora (onde a empresa tem instalações), no âmbito de uma parceria que prevê também a cooperação entre as duas entidades na implementação do Plano de Ação para a Transição Digital.

André de Aragão Azevedo destacou que este protocolo “marca uma etapa” no processo de investimento da Nokia em Portugal, permitindo a “criação de emprego altamente qualificado e com infraestruturas”.

Ou seja, “a Nokia prevê realizar já a partir do primeiro trimestre de 2021 um investimento que visa a criação de um ‘Global Services Center [centro de serviços globais], representando em si mesmo um investimento global de 90 milhões de euros”, afirmou o secretário de Estado, na cerimónia de assinatura do memorando de entendimento, que decorreu em formato digital.

Este investimento “deverá distribuir-se entre infraestruturas de comunicação”, mas também “na contratação direta de 300 novos postos de trabalho até final de 2022”, acrescentou o governante.

“Este é um investimento que vai ser ao longo de alguns anos e nós estimamos o valor de cerca de 90 milhões de euros, para o investimento em infraestrutura, formação, associados a este centro que anunciámos hoje e que vamos desenvolver nos próximos anos”, acrescentou o diretor-geral da Nokia Portugal, Sérgio Catalão, quando questionado sobre o tema.

Relativamente ao processo de contratação, o responsável da Nokia Portugal disse que o processo vai ser iniciado, recorrendo quer às universidades e politécnicos, mas também “em estreita colaboração com o IEFP”.

Este processo “tem de estar concluído até ao fim do próximo ano”, acrescentou Sérgio Catalão.

Questionado sobre o papel da Nokia no 5G – o memorando prevê também a colaboração em iniciativas para a transição digital do país nas áreas do 5G, cibersegurança e computação na ‘cloud’ (nuvem) -, Sérgio Catalão apontou que a multinacional finlandesa é “uma empresa líder nesta área”.

“Iremos disponibilizar produtos e serviços para fazer o ‘roll-out’ [lançamento] das redes de operadores, mas também um aspeto extremamente importante que é poder utilizar esta tecnologia como uma plataforma de transformação do tecido empresarial”, salientou o diretor-geral.

“O 5G tem uma característica transformacional importante das indústrias e, portanto, a Nokia tem uma forte presença naquilo que são as empresas, naquilo que é a Administração Pública”, pelo que “o 5G será também uma alavanca estratégica para a modernização e a transformação do tecido empresarial”, salientou Sérgio Catalão.

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