Ivo Vacas: “É muito fácil, para quem tem conhecimentos, praticar o crime perfeito em informática” – ComUM

O CyberCrime e o Hacking foram os temas abordados no quarto dia das Jornadas da Criminologia.

Durante a tarde desta quinta-feira, dia 11 de fevereiro, a  AECrimUM realizou mais dois workshops destas que são as primeiras Jornadas da Criminologia. O primeiro, por via zoom, contou com o orador Ivo Vacas, do Centro Nacional de Cibersegurança, que apresentou o tema do Cybercrime. E o segundo, via google meets, com António Correia, analista de Cibersegurança, que falou sobre Hacking. Ambas as apresentações foram transmitidas também numa live partilhada na página de Facebook da associação, dado o elevado número de inscrições.

“Espero que esta apresentação vos abra um bocado o apetite sobre o que se passa e como acontecem este tipo de crimes”. Assim iniciou Ivo Vacas.

Este começou por demonstrar “como a mente de um criminoso, nesta área, funciona”, as fases de um ataque deste tipo. “É muito fácil, para quem tem conhecimentos, praticar o crime perfeito em informática”, sublinhou. É, por isso, que persiste uma grande dificuldade em se chegar ao atacante.

Ao longo da apresentação, este foi expondo termos específicos da área, complementando com exemplos para uma melhor compreensão. A Dark Web Business, os tipos de incidentes e de ataques de um hacker e o equipamento forense usado no combate destes crimes foram outros tópicos abordados pelo orador.

No final, Ivo Vacas deixou alguns conselhos. Esta é “uma tecnologia que não para”, por isso “requer muita persistência, requer que vocês nunca desistam, que vocês sejam curiosos”. Algo que o orador salientou é a importância da imparcialidade neste tipo de trabalho: “É muito importante, que nunca tentem demonstrar a vossa opinião durante este tipo de análises”.

No workshop “Hacking: Tipologias e técnicas”, António Correia começou por esclarecer alguns conceitos, nomeadamente, os hackers na sociedade. “Há ideias erradas que formulamos e que não tem nada a ver com o que é retratado no espaço media”, afirmou. O orador apresentou também “algumas estratégias, maioritariamente governamentais, para mudar a ideia que a sociedade tem de que os hackers são todos maus”.

A apresentação realizou-se num contexto mais prático. O orador abordou programas próprios da área, frisando a importância de se “ter o mínimo de conhecimento”.

Em forma de conclusão, o orador salientou a importância de um espírito crítico: “Não aceitar informação que nos é passada por redes sociais, devemos sempre procurar saber a razão por trás, procurar sempre fontes oficiais”. Da criatividade: “devemos sempre pensar fora da caixa”. E da persistência: “Para qualquer coisa em que coloquemos esforço, sairá sempre uma recompensa”.

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