Governo vai notificar operadoras a dar explicações sobre megavazamento de dados de 100 milhões de celulares – Época NEGÓCIOS

Dados - Celular (Foto: Daniel Grizelj via Getty Images)

 (Foto: Daniel Grizelj via Getty Images)

Vinculada ao governo federal, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) informou, nesta quinta-feira, que apura as informações sobre o vazamento de dados pessoais de mais de 100 milhões de proprietários de celulares.  Segundo o site NeoFeed, o primeiro a noticiar o caso na terça-feira.

O vazamento foi descoberto pela empresa de cibersegurança PSafe. Informações sobre tempo de duração de chamadas, número de celular e outros dados pessoais ficaram à disposição de criminosos na darkweb, ou internet profunda, e comercializados em bitcoin.

“A ANPD está tomando todas as providências cabíveis. A autoridade oficiou outros órgãos, como a Polícia Federal, a empresa que noticiou o fato e as empresas envolvidas, para investigar e auxiliar na apuração e na adoção de medidas de contenção e de mitigação de riscos relacionados aos dados pessoais dos possíveis afetados”, destacou a ANPD, acrescentando que as investigações terão como base eventuais violações à Lei Geral de Proteção de Dados.

Em relato ao NeoFeed, a PSafe revelou que o criminoso teria extraído as informações de duas grandes operadoras de telefonia. A empresa de segurança na internet informou que enviaria um relatório detalhado sobre o assunto à ANPD.

Há cerca de um mês, a mesma empresa descobriu um megavazamento de dados de 223 milhões de brasileiros, incluindo pessoas falecidas.

Notificação às operadoras

O Departamento de Proteção  e Defesa do Consumidor (DPDC)  vai notificar as operadoras e cobrar explicações sobre o vazamento de dados. Segundo o diretor do DPDC, Pedro Queiroz, nssa etapa da instrução processual, o órgão, vinculado à Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça, pretende aferir quais seriam os dados pessoais divulgados, de que forma foram vazados e quais consumidores foram afetados.

“A notificação objetiva  identificar se houve transgressão ao Código de Defesa do Consumidor, à Lei Geral de Proteção de Dados e ao Marco Civil da Internet. Além de questões relacionadas à proteção de dados propriamente ditas, entendemos que há potencial lesão à legislação consumerista e à privacidade dos consumidores no ambiente virtual que merecem ser investigadas”, disse Queiroz.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *