Utilizas Apps financeiras sem ter VPN? Estudo afirma que é muito provável – Techenet

Um recente estudo realizado pela ESET revelou dados preocupantes sobre quem utiliza aplicações financeiras (FinTech) nos seus dispositivos. Quase metade dos inquiridos revelou não utilizar uma VPN para aceder a estas aplicações.

Publicidade
Loading…

Acompanha todas as notícias em tempo real! Segue o Techenet no Google News

Considerando que estas são aplicações financeiras que, não só gerem o dinheiro dos utilizadores, mas também armazenam muitos dados privados, é extremamente arriscado não utilizar uma VPN para proteger a privacidade.

Apps financeiras FinTech segurança VPN

A ESET salienta ainda que quase 42% destes utilizadores realiza o acesso às aplicações através de redes Wi-Fi públicas, tornando a situação ainda mais grave.

Apps financeiras poderão vender dados dos utilizadores e estes não sabem disso!

Outra das conclusões assustadoras foi o facto de que grande parte dos utilizadores não está ciente que as aplicações poderão legalmente vender os seus dados a terceiros.

Estas informações estão todas explicitas nos termos e condições. Mas, 31% dos inquiridos admitiu não se dar ao trabalho de ler esses termos, mesmo que a proteção das suas finanças possa depender disso mesmo.

Numa altura em que este tipo de aplicação é cada vez mais popular e utilizada em Portugal, é importante salientar que as práticas de prevenção contra ciber-ameaças.

Segue toda a atualidade tecnológica no Techenet através do FacebookInstagram e Twitter.

Lisboa, 26 de janeiro de 2021 – Um total de 42% dos utilizadores de computadores e dispositivos móveis em todo o mundo utilizam já uma aplicação FinTech gratuita (home banking, gestão de cartões de crédito, etc.), mas metade desconhece se essa app vende os seus dados.

A revelação foi feita hoje na sequência de um estudo da empresa de cibersegurança ESET, a qual realizou um inquérito global que envolveu mais de 10 mil utilizadores no Reino Unido, EUA, Austrália, Japão e Brasil.

Os utilizadores responderam a uma série de questões sobre tópicos referentes a cibersegurança e tecnologia financeira. O estudo revelou dados interessantes sobre a forma como os consumidores protegem a sua informação sensível quando utilizam este tipo de aplicações. 

O estudo demonstra que, além do elevado número de consumidores que não sabe se os seus dados estão a ser vendidos, apenas 31% admitiu ter lido os “termos e condições” de uma app FinTech antes de a instalar e uma percentagem ainda menor (29%) leu a “política de privacidade” respetiva.

Estes resultados mostram quais as ações que os utilizadores em todo o mundo tomam (ou não) para se protegerem a si e às suas finanças – e que, em resultado dessas medidas, muitos deles poderão estar vulneráveis relativamente a ciberameaças. 

Quase metade de todos os inquiridos (48%) não usam uma VPN e, mais grave, 42% fazem login às suas aplicações financeiras em pontos de acesso Wi-Fi públicos. E, mesmo entre os 20% dos que consideram ter um nível de proficiência digital “avançado”, cerca de um terço (31%) não utiliza um gestor de passwords.

Interessante também é o facto de que, entre os 22% dos inquiridos classificados como “FinTech adopters” (aqueles que usam quatro ou mais apps deste tipo), 93% têm software de segurança instalado em pelos menos alguns dos seus dispositivos; mas entre os chamados “FinTech non-adopters” (os que usam apenas entre uma e três apps), esta percentagem desce para 85%. 

Este facto pode indicar que os consumidores que estão mais interessados em utilizar apps FinTech são também os que têm uma maior consciência sobre os perigos e tomam precauções relativas à cibersegurança no que diz respeito às suas finanças pessoais.

Ao comentar estes resultados Ignacio Sbampato, chief business officer da ESET, disse que “proteger os dados financeiros e sensíveis dos utilizadores nunca foi tão importante como agora. A tecnologia financeira tem um papel a desempenhar no caminho para a recuperação económica a nível pessoal e da sociedade, e é vital que as soluções FinTech e os seus utilizadores estejam protegidos adequadamente.” 

“O que descobrimos sobre os consumidores e as suas atitudes relativas à segurança dos dados”, continuou este responsável, “revela que muitas pessoas podem estar vulneráveis a ciber-riscos e a nossa missão é assegurarmo-nos de que a informação mais valiosa dos utilizadores de tecnologia está protegida com o software de segurança mais avançado”.

Outros artigos interessantes:

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *