“Tentativa de ligação do Governo e do MpD à extrema direita e a financiamentos obscuros é de uma grande irresponsabilidade” -PM – Expresso das Ilhas

Para o Primeiro-ministro (PM) a tentativa de ligação do Governo e do MpD à extrema direita e a financiamentos obscuros, “para além de ridícula, é de uma grande irresponsabilidade”.

Ulisses Correia e Silva fez esta afirmação durante a abertura do debate sobre Política Externa que acontece esta quarta-feira, 27, na Assembleia Nacional, numa referência a nomeação do cônsul de Cabo Verde na Flórida que resultou na demissão do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luís Filipe Tavares.

“A verdade é que a diplomacia cabo-verdiana é credível e respeitada. O Governo de Cabo Verde e o partido que o suporta são pessoas de bem e guiam-se por princípios e valores plasmados na Constituição da República de 1992”, discursou.

Conforme defendeu o governante, a política externa não é uma soma de processos ou de procedimentos, mesmo que pontualmente alguns sejam criticáveis.

“Este Governo foi explícito desde a primeira hora que era necessário alterar o paradigma de um país assente na ajuda externa, com a sua diplomacia estruturalmente orientada para a captação da ajuda”, justificou.

Nesta linha, Ulisses Correia e Silva sustentou que “toda tentativa de manchar a credibilidade de Cabo Verde é um mau serviço” ao país e aos cabo-verdianos.

“Esta tentativa de ligação do Governo e do MpD à extrema-direita e a financiamentos obscuros, para além de ridícula, é de uma grande irresponsabilidade. É necessário separar e distinguir o desejo de manchar a reputação do Governo e a realidade e as evidências. A verdade é que a diplomacia nacional é credível e respeitada”, apontou.

Ainda durante a sua intervenção, o PM alegou que não é viável pensar apenas em receber ajudas e ao mesmo tempo “praticar o xenofobismo económico”, para de seguida assegurar que as relações são baseadas na cooperação e parceria para o desenvolvimento.

Ulisses Correia e Silva anunciou um novo quadro financeiro para o horizonte 2021-2027 e a melhoria na parceria para a mobilidade com o Acordo de Simplificação das Regras de Facilitação de Vistos proposto pela Comissão Europeia ao Conselho Europeu, aguardando a deliberação deste.

“O Plano de Acção para a Segurança e a Estabilidade e a sua execução são reconhecidos positivamente pela UE. Reflectem o engajamento e o compromisso de Cabo Verde na luta contra o tráfico de droga e contra a pesca ilegal. Reflectem também a tomada de medidas para a cibersegurança e o alinhamento de Cabo Verde com as melhores práticas a nível internacional em matéria de transparência fiscal”, reiterou.

Quanto à integração regional, o PM salientou que brevemente o país terá embaixadores na Guiné-Bissau, na Nigéria, junto da CEDEAO e junto da União Africana.

“Isto é o resultado de uma diplomacia que foi para além da declaração de interesses e de intenções e concretiza. Depois de vários anos de tentativas, foi com este governo que concretizamos isenção de vistos de cidadãos cabo-verdianos para Angola se tornou realidade. Cabo Verde viu a sua posição e prestígios reforçados com a presidência da CPLP”, elencou.

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