Exame Informática | Grupos privados e perfis de WhatsApp voltam a aparecer nos resultados do Google – Visão

Uma rápida pesquisa no Google permitiu ao especialista em cibersegurança Rajshekhar Rajaharia descobrir várias ligações para grupos privados no WhatsApp e, a partir daí, chegar ao número de telefone de vários dos utilizadores participantes. Também os perfis dos utilizadores, juntamente com as suas imagens e números de telemóvel começaram a aparecer no Google. Na noite deste domingo, era possível encontrar mais de 1500 ligações para grupos privados e mesmo entrar em muitos deles, adianta a publicação Gadgets 360.

Estas duas situações já haviam sido identificadas no passado e reportadas à Facebook, empresa que detém o WhatsApp. Em novembro de 2019, a situação foi denunciada publicamente e sanada em fevereiro de 2020, com a solução a passar por incluir a a etiqueta de ‘noindex’ nos links criados. Ao que tudo indica, as ligações mais recentes voltaram a não ter esta etiqueta, o que faz com que sejam detetadas pelos mecanismos que geram os resultados de pesquisas da Google. Como os grupos expostos em 2019 não estão a aparecer nas pesquisas, é de crer que se trate de um problema diferente a ter resultados semelhantes ou uma mudança que trouxe o problema de volta de forma não intencional.

Outra situação desta falha prende-se com a possibilidade de encontrar perfis de utilizadores através de uma pesquisa por códigos de país no domínio do WhatsApp, tendo sido indexados mais de cinco mil perfis com imagens e números de telemóvel nas últimas horas.

A WhatsApp já reagiu dizendo que “desde março de 2020,
incluímos a tag ‘noindex’ a todos os links das páginas o que, de acordo com a
Google, irá excluí-los da indexação. Já demos o nosso feedback à Google para não
incluir estes chats (…) Como todo o conteúdo que é partilhado publicamente, em
canais públicos, os links de convite que são publicados na Internet podem ser
encontrados por outros utilizadores. Os links que querem manter ocultos devem
ser partilhados de forma privada e não publicados em qualquer plataforma pública”.
 

“As grandes empresas como a WhatsApp devem procurar soluções mais definitivas se realmente se preocupam com a privacidade dos utilizadores”, sublinha o investigador Rajaharia.

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