Especialistas humanos em cibersegurança substituídos por Inteligência Artificial em 2030 – Exame Informática

A Trend Micro procurou saber junto dos líderes dos departamentos de IT de empresas quais as tendências do segmento e quais serão as ameaças mais preocupantes no futuro próximo. Quatro em cada dez destes especialistas (41%) creem que muito do trabalho humano no que toca a cibersegurança vai passar a ser desempenhado por algoritmos de Inteligência Artificial (IA) no virar da década.

O estudo considerou as respostas de 500 diretores e gestores de IT, CIOs e CTOs e, destes, só 9% estão plenamente convictos de que a IA não os irá substituir completamente. Um terço (32%) acreditam mesmo que a tecnologia vai evoluir no sentido de que as soluções inteligentes vão servir para se automatizar tudo o que diz respeito a segurança informática, com pouco espaço de manobra livre para intervenção humana, noticia a ZDNet. Com o trabalho remoto a tornar-se cada vez mais usual, 22% dos especialistas acredita que as empresas irão reduzir o investimento em propriedade até 2025.

Do outro lado da barricada, os atacantes também vão tirar partido da IA para melhorar o seu arsenal até 2025 (de acordo com as respostas de 19% dos inquiridos). Os cibercriminosos devem continuar a apontar baterias para onde conseguem obter retorno financeiro.

Bharat Mistry, Diretor Técnico da Trend Micro, releva que “temos de ser realistas sobre o futuro. Embora a IA seja uma ferramenta útil para nos defender de ameaças, o seu valor só pode ser verdadeiramente atingido se o combinarmos com a experiência humana”.

A empresa de segurança recomenda que sejam adotadas as melhores práticas de mercado e que se executem regularmente rotinas de atualização de sistemas de forma a manter as infraestruturas protegidas. Por outro lado, os utilizadores e especialistas devem receber formação no tema e seguir as recomendações no que toca a utilização de dispositivos pessoais para aceder à rede corporativa. As empresas devem ainda manter o controlo de acessos ao mínimo indispensável para proteger o ecossistema nas suas instalações, bem como as redes que permitem o teletrabalho.

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