Covid-19: Fujitsu alerta para risco elevado de novas campanhas de desinformação e fake news – Dinheiro Vivo

Assim como os cibercriminosos aproveitaram os temas da atualidade, como o Brexit ou as eleições nos Estados Unidos, a Fujitsu “prevê que uma campanha para espalhar o medo, a incerteza e a dúvida em torno da eficácia das vacinas contra o coronavírus será uma das novas técnicas nos ataques de engenharia social”.

A gigante tecnológica vem afirmar que já há uma concentração por parte deste grupo em questões “controversas como as liberdades individuais em torno da pandemia do coronavírus” tais como a “obrigatoriedade do uso de máscara ou a restrição de circulação e movimentos”.

Em comunicado, o alerta que a empresa faz questão de frisar é de que “os mais sofisticados destes ataques irão aproveitar as convicções profundas dos indivíduos para colocar a questão em termos de oposição direta” e isso “poderá gerar um abalo generalizado na confiança das fontes de informação e ter impacto nas marcas que sejam apanhadas no fogo cruzado”.

O regresso à normalidade é algo ansiado por todos e, por isso, este é um tema sobre o qual há uma facilidade acrescida para que a desinformação emerja. De acordo com a Fujitsu, não só os indivíduais, mas também as empresas, serão alvo de campanhas de fake news “focadas na vacinação obrigatória, nos passaportes sanitários, na testagem de imunidade de grupo e nos confinamentos”.

Phishing no centro dos ataques de desinformação

Paul McEvatt, responsável de inovação em cibersegurança da Fujitsu, refere em comunicado que o phishing – ataque informático que visa ‘pescar’ dados sensíveis de um utilizador – “está no centro destes ataques, que são direccionados a indivíduos com base nas suas crenças ou nas suas circunstâncias de modo a colocá-lo numa situação comprometedora”.

“As pessoas têm maiores probabilidades de cair num esquema de phishing quando este está relacionado com um tema em que acreditam ou com o qual se identificam. Hoje, a pandemia do coronavírus é uma questão global e muito emotiva, sobretudo porque mexe com liberdades individuais e factores como as limitações aos movimentos. Provavelmente, nunca houve nenhum tema com esta dimensão para os ataques de desinformação”, conclui.

Ao longo do ano passado, a Fujitsu identificou vários exemplos de tentativas de subverter a sociedade através de um problema e das suas soluções.

Em abril, o National Cyber Security Centre do Reino Unido reportou que tinha eliminado 2.000 esquemas – incluindo 471 lojas falsas online – que tinham como objetivo o de enganar as pessoas que procuravam serviços relacionados com a covid-19, bem como outros 200 sites de phishing.

Teletrabalho está a tornar os colaboradores mais vulneráveis

A empresa de tecnologia considera que o prolongamento do teletrabalho está torna os trabalhadores “mais vulneráveis a este tipo de ataques e, por tal, recomenda às empresas que tomem o que consideram ser “três medidas essenciais”:

1. Assegurar que os colaboradores estão capacitados para lidar com ataques de desinformação;

2. Compreenção das ameaças por parte das equipas de segurança;

3. Automatizar os processos de segurança, dando às equipas responsáveis por estes alguma vantagem contra as ameaças.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *