Aumentaram ciberataques a hospitais a nível global. Portugal incluído – Notícias ao Minuto

No arranque do novo ano, investigadores da Check Point relatam “um aumento do número de ciberataques visando o setor da saúde”, uma tendência que, dizem, se “tem vindo a afirmar desde novembro, mês durante o qual se registou uma subida de 45% do número de organizações do setor a nível mundial a sofrer ataques desta índole“.

A Check Point, fornecedor e líder especializado em cibersegurança a nível mundial, refere mesmo que “a saúde é a indústria mais visada, com o aumento dos ciberataques a apresentarem, no mesmo período temporal, um número duas vezes superior ao aumento registado em todas as outras indústrias, nas quais se aponta uma subida de 22%”.

Só no passado mês de novembro, “a média de ataques semanais chegou aos 626 por organização, em oposição aos meses anteriores, em que a média semanal rondou os 430 ataques”.

Notícias ao MinutoCiberataques a hospitais por regiões© Check Point

Estes ataques, especifica a Check Point, têm origem em diferentes vetores, “incluindo ransomware, botnets, ataques DDos e de remote code execution”. Mas foi ransomware o tipo de ataque que “demonstrou o maior crescimento”, e que se afirma como “o malware mais ameaçador” às organizações de saúde, sendo a variante Ryuk, o “tipo de ransomware utilizado em campanhas direcionadas com vetores de infeção altamente personalizados”, e “seguida pelo Sodinokibi“.

Explica Omer Dembinsky, manager of Data Intelligence da Check Point, que estes ataques que têm os hospitais como alvo acontecem num momento em que as unidades hospitalares “estão sobrecarregadíssimas com o aumento do número de pacientes diagnosticados com coronavírus e com a implementação dos recentes programas de vacinação”, tornando “qualquer interrupção das operações (…) catastrófica“.

No último ano, um elevado número de redes hospitalares de todo o mundo foi atacado com sucesso por ransomware e os cibercriminosos estão ansiosos para fazer mais vítimas. Além disso, o recurso ao Ryuk vem enfatizar a tendência de investir em ataques feitos à medida, mais definidos, em vez de se utilizar campanhas massivas de spam, o que permite aos atacantes atingir zonas mais críticas das organizações, aumentando, assim, as suas chances de serem pagos“, acrescenta.

Notícias ao MinutoCiberataques a hospitais por países© Check Point

Ainda de acordo com o estudo da Check Point este tipo de ataque “ocorreu principalmente na Europa Central (+145%)”, sendo seguida pelo leste asiático (+137%), a América Latina (+112%), a Europa (67%) e a América do Norte (37%). Mais concretamente por países, “o Canadá experienciou o aumento mais dramático” destes ataques, “registando uma subida de 250%, seguido pela Alemanha, com um aumento de 220%”. Já a vizinha “Espanha duplicou o seu número de ataques no setor da saúde e Portugal registou um aumento de 17%“.

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