Governo quer alcançar 60% das áreas irrigadas através do sistema gota-a-gota até 2021 – Expresso das Ilhas

O governo tem como meta para 2021 alcançar 60% da área irrigada em todo o país com o sistema de rega gota-a-gota. A informação foi avançada esta quarta-feira pelo secretário de Estado das Finanças, Gilberto Barros.

Gilberto Barros falava assim em representação ao Governo na assinatura de acordos de colaboração com casas comerciais no âmbito de um programa de subvenção para aquisição e instalação de rega gota-a-gota, que aconteceu ontem nas instalações do Ministério da Agricultura e Ambiente.

“Este importante projecto irá beneficiar cerca de 1450 agricultores e aumentar a área irrigada com o sistema de gota a gota em aproximadamente 360 hectares, poupando desta forma, 2,3 milhões de metros cúbicos de água”, comentou Gilberto Barros.

Para ser “bem-sucedido”, acrescentou o governante, esse programa terá uma duração de um ano, pelo que, complementou, todos os intervenientes irão trabalhar “de forma focada e intensa”.

“A sua implementação ficará a cargo da Direcção Geral da Agricultura, Silvicultura e Pecuária, que será a responsável pela implementação deste programa de subvenção. A gestão do fundo será confiada à empresa Água de Rega, devendo assim ser baseado nos termos dos acordos assinados esta tarde”, acrescentou.

Em relação ao pagamento, explicou, a subvenção será de 50% do custo total do sistema, ou seja, material e instalação devendo, por isso, o agricultor co-financiar os demais 50% com o seu próprio dinheiro ou fazendo recurso a um crédito.

“Se de facto queremos ter uma abordagem sustentável, quem beneficia também tem que mostrar, com o tempo e com o dinheiro dele, que está interessado no empreendimento. Só assim é que poderemos garantir a sustentabilidade das medidas políticas que tomamos”, frisou.

Ainda na sua intervenção, Gilberto Barros explicou que a subvenção concedida será directamente desembolsada das empresas de venda de material de rega, conforme o protocolo assinado, e o valor da subvenção, por cada agricultor, não poderá ultrapassar 75 mil escudos cabo-verdianos, o que daria mais ou menos 2500 metros cúbicos por cada agricultor.

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