Função de cobrança do Pix por QR Code deve começar em março, informa Febraban – Valor Investe

Nesta última semana do ano, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) consolidou quais sãos as próximas novidades tecnológicas que entrarão na agenda das instituições financeiras em 2021. Entre as novas funcionalidades estão o Pix Cobrança, o Saque Pix e o Pix Garantido, além do início da adoção do open banking no Brasil.

Desde o dia 16 de novembro, os brasileiros, pessoas físicas ou jurídicas, já podem enviar e receber dinheiro em menos de dez segundos, durante 24 horas por dia e sete dias por semana por meio do Pix, criado pelo Banco Central.

Para 2021, a agenda evolutiva desse novo sistema de pagamentos será focada nas transações P2B (entre pessoas e empresas). Assim, em março, começará a funcionar o Pix Cobrança, que permitirá que lojistas, varejistas e prestadores de serviços criem QR codes impressos para receberem pagamentos.

Com a nova funcionalidade, será permitido fazer cobranças com vencimentos em datas futuras, e será possível incluir o cálculo de juros, multas e descontos em pagamentos.

Para o segundo trimestre do ano que vem, estão previstas as implementações do Saque Pix — que possibilitará que o usuário faça uma transferência pelo sistema de pagamento instantâneo para um comércio e saque a quantia em dinheiro em espécie em estabelecimentos cadastrados — e também do Pix Garantido — que permitirá que o usuário faça transações como se fossem compras parceladas. O Banco Central anunciará a agenda das novas funcionalidades no próximo Fórum Pix, previsto para 28 de janeiro de 2021.

Ainda no primeiro trimestre, mais precisamente no dia 1º de fevereiro, iniciará a primeira das quatros fases do open banking, sistema que cria novos modelos de negócios com o uso de APIs (interfaces de programação de aplicações), que permitirá aos clientes compartilhar o acesso aos seus dados financeiros com terceiros, que podem usar esses dados para oferecer aos consumidores produtos e serviços financeiros.

Na etapa inicial, os participantes obrigatórios do sistema deverão desenvolver e entregar o grupo de APIs até 1º de fevereiro contendo dados de canais de atendimento, produtos e serviços, como os relativos a contas de depósito à vista e operações de crédito.

Na segunda fase, com prazo até 15 de julho, será a vez de cadastros e transações de clientes relativos aos produtos e serviços da fase 1. A terceira fase, que tem prazo de 30 de agosto, diz respeito aos serviços de iniciação de transação de pagamento. E na quarta fase (15 de dezembro) serão outros produtos, serviços e transações de clientes, como operações de câmbio, investimentos, seguros e contas-salário.

No dia 17 de fevereiro entrará em vigor a nova regulamentação do registro de recebíveis de cartões de pagamento. A resolução 4.734, do Banco Central, determina que os recebíveis provenientes de pagamentos com cartões de crédito deverão ser registrados em uma câmara registradora e, posteriormente, os lojistas poderão escolher com quem querem antecipar os recebíveis.

No próximo ano, a obrigatoriedade de registro eletrônico também irá se estender às duplicatas escriturais, cuja convenção ainda está sendo escrita pelas escrituradoras signatárias e o Banco Central.

A Febraban também aponta que a inteligência artificial em 2021 continuará evoluindo, por meio de chatbots e assistentes virtuais. Além disso, com as transações cada vez mais digitais, as temáticas da cibersegurança e da segurança da informação continuarão em alta, atraindo investimentos significativos das instituições financeiras.

Os bancos investem anualmente, no Brasil, cerca de R$ 2 bilhões em sistemas de tecnologia da informação (TI) voltados para segurança — valor que corresponde a cerca de 10% dos gastos totais do setor com TI.

“Os bancos brasileiros sempre funcionaram como um importante indutor em inovações no país e iremos continuar ajudando o cliente na inclusão digital que lhe permita ter acesso a serviços com maior valor agregado, mais eficiência e redução de custos”, afirma Isaac Sidney, presidente da Febraban, em nota. “O setor bancário brasileiro investe anualmente cerca de R$ 24,6 bilhões em tecnologia para fazer frente às inovações e manter de pé uma estrutura que atenda a milhares de brasileiros, um reflexo do esforço das instituições para continuar sempre acompanhando a evolução da tecnologia”, acrescenta.

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Pagamento por QR Code — Foto: Getty Images

Pagamento por QR Code — Foto: Getty Images

(Conteúdo publicado originalmente pelo Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor)

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