Ciberataque atribuído a hackers russos afectou outros países além dos Estados Unidos – MMO Notícias

Microsoft diz que ataque informático atingiu pelo menos 40 clientes, a maioria dos EUA, mas também da Espanha, Bélgica, Reino Unido, entre outros. Mas a lista deve aumentar. Biden promete que cibersegurança será prioridade da sua Administração, enquanto Trump continua em silêncio.

O sofisticado ataque informático que afectou várias agências governamentais norte-americanas, e que está a ser atribuído a hackers russos, ultrapassou as fronteiras dos Estados Unidos e terá chegado a pelo menos mais sete países, entre eles Espanha, Bélgica e Reino Unido.

A informação foi dada pelo presidente da Microsoft, Brad Smith, que anunciou que o ataque informático detectado no passado fim-de-semana afectou pelo menos 40 dos seus clientes, que incluem agências governamentais, think tanks, organizações não-governamentais (ONG) e empresas na área da tecnologia.

De acordo com Brad Smith, 80% dos clientes da Microsoft afectados são dos Estados Unidos. Os restantes 20% são oriundos de Espanha, Bélgica, Reino Unido, Canadá, México, Israel e Emirados Árabes Unidos, não tendo sido especificado que empresas ou eventuais departamentos governamentais desses países foram comprometidos.

Smith alertou ainda que a lista de países e empresas afectadas deverá continuar a aumentar e que, para já, dos clientes da Microsoft, os principais alvos foram sobretudo ONG e empresas de tecnologia que actuam no sector da cibersegurança.

“Isto não é espionagem habitual, mesmo na era digital”, escreveu Brad Smith numa publicação no site da Microsoft. “Representa um acto de imprudência que criou uma grave vulnerabilidade tecnológica para os Estados Unidos e para o resto do mundo”, acrescentou o presidente da Microsoft, descrevendo o ataque informático como “notável pelo seu alcance, sofisticação e impacto”.

A dimensão do ataque cibernético – que a imprensa norte-americana, citando fontes próximas da investigação sob anonimato, atribui ao grupo APT29, conhecido como Cozy Bear, com ligações aos Serviços de Inteligência Estrangeira (SVR, na sigla em inglês) russos – ainda está a ser apurado, mas sabe-se que foram afectados vários departamentos do Governo federal norte-americano.

O último a dar conta do ciberataque foi o Departamento de Energia, responsável pela gestão do sector nuclear dos EUA. A porta-voz do Departamento, Shaylyn Hynes, confirmou que estão a dar resposta a uma brecha nos seus servidores, mas garantiu que Administração de Segurança Nuclear Nacional não foi comprometida.

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